Fabricante: Roland
Lançamento: 2002
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| Cada sessão de efeitos com seus knobs dedicados ME-50 |
A pedaleira Boss ME-50 foi lançada por volta de 2002 pela
Roland. Considerada uma Multi Efeitos
de entrada, ou seja, mais acessível e direcionada aos guitarristas amadores no
início dos anos 2000, ela possui quatro
seções de efeitos sendo distorção/overdrive, aí vale ressaltar que a
modelagem utilizada é a COSM (Composite Object Sound Modeling) criada pela
Roland, que permite obter uma enorme variedade de efeitos de distorção - desde
os mais tradicionais até formas novas de distorção que a fabricante diz que
eram impossíveis anteriormente -, modulação, delay e um pedal de expressão para
controlar o volume, wah wah, whammy e mais 4 tipos de efeitos, cada um
selecionado através de um único knob.
No painel traseiro, ela possui um Conector AUX IN, que permite você conectar outros dispositivos
externos como um tocador de CD, um Ipod, celular, etc, através de uma conexão
P2. Isso é bem interessante para você estudar repertórios, pois é possível mixar
o som das músicas com os efeitos da pedaleira e o som sai pela mesma caixa ou
amplificador.
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| Painel traseiro |
Ainda no painel traseiro, existem 3 saídas, duas para amplificador estéreo (left e right) e uma terceira que é pre-amplificada para fones de ouvido. Durante um bom tempo eu utilizei essa saída de fone de ouvidos ligada direto no amplificador. Hoje em dia eu ligo a pedaleira em mono mesmo, utilizando somente essa saída da esquerda. O som fica menos saturado, mas mais autêntico. Aí vai muito do gosto de cada um. Se você quiser um som mais saturado, vale utilizar a saída pré-amplificada de fones de ouvido. Um detalhe legal é que você pode usar um cabo especial PCS-31 para mandar o som direto para o mixer, ou mesa de som, como a maioria conhece. Isso te permite tocar em lugares que possuem aparato de som como um PA, sem necessidade de um amplificador de palco.
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| Compartimento para pilhas 6 x AA |
Na parte de baixo, ela possui um compartimento para pilhas do tipo AA, que é aquela pilha padrão mais comum no mercado. Ela é alimentada por 6 pilhas e, segundo o fabricante, você deve utilizar pilhas alcalinas, pois o consumo é relativamente alto se tratando de uma pedaleira. A duração é de cerca de 12 horas com pilhas alcalinas e 3,5 horas com pilhas de carbono.
Uma coisa que vale ressaltar nessa Multi Efeitos é a qualidade do chassi, já bem-conceituado no mercado em toda a linha de pedais e pedaleiras Boss. A sensação é de robustez, durabilidade e firmeza. As peças são bem encaixadas e continuam assim, mesmo após anos de uso. O fabricante não especifica o material utilizado. A fabricação pode variar entre aço inoxidável e alumínio. Para se ter uma ideia de robustez, ela pesa 3,150kg o que não é tão leve para uma pedaleira. Mas isso é ótimo para quem precisa de um produto confiável para levar para a estrada. Outro aspecto que chama a atenção é a cor azul cintilante, que se você olhar de perto é toda brilhante e você consegue ler bem todos os parâmetros. Não dá aquela sensação de não enxergar bem os escritos se você estiver em um palco um pouco escuro. Claro que uma iluminação adequada no palco é o ideal nesse caso. Essa multi efeitos nada mais é do que, como alguns dizem, uma caixa com vários pedais de efeito onde você consegue reunir os principais deles como overdrive/distortion, compressor, delay, reverb, pedal de expressão e ainda vem com um noise gate e um modulador de timbres de guitarra. Para você que gosta de strato como eu e precisa lidar com o chiado dos captadores single coil, o noise gate ajuda bastante.
A proposta dessa pedaleira é reunir os efeitos mais
utilizados pelos guitarristas e ser de fácil manuseio. Ela não possui aqueles
displays de LCD onde você acessa diversos parâmetros navegando em sub-menus,
assim como a linha GT, por exemplo, mas a ideia aqui é ser o mais analógico
possível. Ele possui basicamente 2 modos
de utilização. O primeiro, que é
o modo de fábrica chamado de “manual” acionado automaticamente quando você liga
a pedaleira. Cada um dos 4 pedais funciona de maneira independente, assim como
acontece quando você junta diversos pedaizinhos para montar um set de efeitos.
Esse modo permite que você vá acrescentando os efeitos um a um, apenas pisando
no pedal correspondente. Existe ainda a possibilidade de regular o parâmetro
time do delay. Basta manter pressionado o pedal correspondente por dois
segundos. A luz de delay começa a piscar, aí você vai marcando o andamento da
música com as pisadas no pedal para que ele regule o time do delay. Isso
funciona também para o pedal modulation. Você ainda consegue acionar o
afinador, basta pisar nos dois primeiros pedais ao mesmo tempo que ela ativa um
afinador analógico. Pessoalmente, eu acho esse modo o diferencial dessa
pedaleira, visto que é tudo muito prático. Cada efeito possui um knob dedicado
e analógico, basta girar o knob para obter mais ganho no overdrive, por
exemplo. Ela sempre responde à posição atual dos botões. Os pre-sets não ficam
salvos na memória.
O segundo modo
chamado de “Memory” é ativado quando você pisa no segundo e terceiro pedais
ao mesmo tempo. Entra em ação os presets definidos pelo usuário e salvos no
banco. São 30 bancos diferentes para você salvar suas configurações de efeitos.
Isso pode ser um entrave para alguns guitarristas, pois pode ser meio limitado.
Eu mesmo sinto falta de mais possibilidades de registro das configurações. Já
tive que apagar muitas vezes alguns bancos para poder salvar um novo preset que
timbrei.
Agora sobre as desvantagens. A coisa que mais me chateou
nessa pedaleira é a engasgada que ela dá quando você troca entre os bancos no
modo “Memory”. Pode parecer exagerado da minha parte, mas isso faz muita
diferença quando você precisa mudar de um timbre limpo para um distorcido e
vice e versa, ou qualquer mudança de efeito necessária durante uma execução.
Essa “mutada” momentânea no som é bem desagradável pra performances ao vivo.
Sempre que você troca o patch ela corta o som até carregar o novo efeito. É um
dos motivos pelo qual eu estou querendo trocar de pedaleira, inclusive.
Entretanto se você não liga para isso ou não tem essa necessidade de mudança
rápida nos efeitos, bola para frente. Continua sendo uma tremenda pedaleira.
Uma coisa que também me incomoda na operação da pedaleira, é
a forma de trocar entre os bancos no domo memory. Só é possível faze-lo por
meio de pequenos botões “bank up” e “bank down” no painel. É possível selecionar
o banco desejado, que vai de 0 a 9. O lado ruim é ter que agachar e digitar com
os dedos essa mudança, já que é impossível você acertar com os pés esses dois
botõezinhos de bank up e bank down e selecionar o patch desejado de 0 a 9.
Realmente eles não pensaram em permitir esse acionamento com os pés, pelo menos
não vindo de fábrica, já que a empresa oferece um footswitch a parte (FS-5U)
que, ao ser conectado na entrada correspondente na parte traseira da pedaleira
permite trocar os bancos no modo memory. No modo manual, esse pedal permite
trocar os tipos de “tony modify”. É ainda possível adicionar mais um footswitch
através de um cabo PCS-31. Nesse caso, esse pedal fica encarregado de alterar o
tony modify e o outro ligar e desligar o compressor. No modo memory eles atuam
para “subir” e “descer” os bancos. O preço é relativamente salgado. Você
encontra um pedal novo FS-5U por R$350,00. É caro considerando que é um pedal
de um botão que realiza apenas uma função. Poderia ter vindo de fábrica, né
Roland? Falando do preço da ME-50, é possível encontra-la usada na internet por
uma média de 1.200 reais com adaptador DC e bag (em 2007 eu paguei 1.000 reais
a vista). O preço das coisas antigas vem subindo no mercado, não somente para o
pessoal instrumentista, não é mesmo, caro amante de discos de vinil?
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| Pedal footswitch vendido separadamente |




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